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8, 9 e 10 de Dezembro -  V Tunan'TE

15 de Dezembro - Aniversário escstunis

Tuna Académica da Escola Superior de Comunicação Social - Campus de Benfica do IPL

As portas dos ensaios continuam abertas. Terças e Quintas a partir das 19h no Auditório Vítor Macieira. Aparece! a tuna é tua !
Balada de despedida do 5º ano jurídico
Vira de Coimbra
Assim Mesmo é que é
Madalena
Águas do Dão
Marcha de Benfica nº2
Cacilheiro
Cavalo à Solta
Desfolhada
Ilha (Lua Extravagante)
Maio
Na Lua
Playback
Vocês Sabem Lá


Balada de Despedida do 5º ano jurídico

Letra/Música: António Vicente // João Paulo Sousa / Rui Pedro Lucas

Sentes que um tempo acabou
Primavera de flor adormecida,
Qualquer coisa que não volta que voou,
Que foi um rio, um ar, na tua vida.

E levas em ti guardado
O choro de uma balada
Recordações do passado
O bater da velha cabra.

Capa negra de saudade
No momento da partida
Segredos desta cidade
Levo comigo p’rá vida.

Sabes que o desenho do adeus
É fogo que nos queima devagar,
E no lento cerrar dos olhos teus
Fica a esperança de um dia aqui voltar.

E levas em ti guardado
O choro de uma balada
Recordações do passado
O traçar da velha capa.

Capa negra de saudade
No momento da partida
Segredos desta cidade
Levo comigo p’rá vida.

 


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Vira de Coimbra
Música tradicional letra de Zeca Afonso

Dizem que amor de estudante
Dizem que amor de estudante
Não dura mais que uma hora
Não dura mais que uma hora

Não dura mais que uma hora
Só o meu é tão velhinho
Inda se não foi embora
Inda se não foi embora

Coimbra p'ra ser Coimbra
Coimbra p'ra ser Coimbra
Três coisas há-de contar
Três coisas há-de contar

Três coisas há-de contar
Guitarra, tricana linda
Capas negras a adejar
Capas negras a adejar

Ó Portugal trovador
Ó Portugal trovador
Ó Portugal das cantigas
Ó Portugal das cantigas

Ó Portugal das cantigas
A dançar tu dás a roda
A roda co'as raparigas
A roda co'as raparigas

Vou encher a bilha e trago-a
Vou encher a bilha e trago-a
Vazia como a levei
Vazia como a levei

Vazia como a levei
Mondego, que é a tua água
Que é dos prantos que eu chorei
Que é dos prantos que eu chorei


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Assim Mesmo é que é

Lá da aldeia onde eu sou
Não perdoo às raparigas
Se uma o olho me piscou
Meto-me logo em intrigas

Dou-lhe dois ou três beijinhos
Evai de bater o pé
Eu não quero mexericos
E assim mesmo é que é
Eu não quero mexericos
E assim mesmo é que é

(Refrão:)
Ai rapariga
Se fores à fonte
Vai pelo carreiro que chegas lá mais depressa
Ai tem cuidado
Com os rapazes
Loucos por ti vê lá se algum tropeça

No outro dia a rosinha
Que é baixinha e trigueira
Foi ao baile com o António
Andaram na brincadeira

E agora já namoram
É tão bom de ver ai é
Qualquer dia hão de casar
E assim mesmo é que é
Qualquer dia hão de casar
E assim mesmo é que é

(Refrão)

Esta vida são dois dias
Diz o povo e tem razão
E se é tão pouco o tempo
Vou gozá-lo até mais não

E se encontro a minha amada
Sorridente e cheio de fé
Vou levá-la ao altar
E assim mesmo é que é
Vou levá-la ao altar
E assim mesmo é que é

(Refrão)

Ai rapariga, rapariga, rapariga
Rapariga, rapariga, rapariga tem cuidado
Ai rapariga, rapariga, rapariga
E assim mesmo é que
é


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Madalena

Chorar
Como eu chorava
Ninguém
Pode chorar
Amar
Como eu amava
Ninguém
Pode amar

Chorava que dava pena
Por amor a Madalena
E ela me abandonou
E assim murchou
Em meu jardim essa linda flor

La-la-la-la-la-la
La-la-la-la-la-la-la-la-la-la-la-la
(Repete)

E Madalena foi como um anjo salvador
Que eu adorava com fé
Um barco sem timão
Perdido em alto mar
Sou Madalena, por ti amor

La-la-la-la-la-la
La-la-la-la-la-la-la-la-la-la-la-la
(Repete)

Chorar
Como eu chorava
Ninguém
Pode chorar
Amar
Como eu amava
Ninguém
Pode amar

Chorava que dava pena
Por amor a Madalena
E ela me abandonou
E assim murchou
Em meu jardim essa linda flor

La-la-la-la-la-la
La-la-la-la-la-la-la-la-la-la-la-la
(Repete)


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Águas do Dão
Música e letra da Infantuna Cidade de Viseu

Quando Deus criou o Mundo
Por bondade ou brincadeira
Fez o céu, depois a terra
E a seguir a parreira
Fez o céu, depois a terra
E a seguir a parreira

É a alegria da vida
Que a gente sente melhor
O vinho é coisa santa
Não o bebesse o prior

(Refrão:)
Ai amor
Onde é que isto vai parar
Foram as águas do Dão
Fiquei de pernas pr'ó ar
Foram as águas do Dão
Fiquei de pernas pr'ó ar

E quando falta a coragem
Para a garota conquistar
Há sempre uns copos à espera
Que nos podem ajudar
Há sempre uns copos à espera
Que nos podem ajudar

Em tempo de marração
Quando tudo corre mal
Uma noitada nas águas
Levanta logo o moral
Uma noitada nas águas
Levanta logo o moral


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Marcha de Benfica nº2
Letra de Frederico de Brito, música de Raúl Ferrão

Benfica tem de seu
O que ninguém lhe deu
Se tu lá vais, verás
Que hás de gostar

É um vergel em flor
A que o pincl deu cor
E os rouxinóis ali
Sabem cantar

(Refrão:)
Toma lá
Um balão
Põe-o já
Bem juntinho ao coração
Vês que fica
Todo vaidoso
Na marcha de Benfica

Teu alecrim queimei
Que era p'ra mim já sei
Mas teu amor ficou
Feito em carvão

Resolvi só cantar
Lancei o pó ao ar
E onde caiu nasceu
Uma ilusão

(Refrão)

Teu cravo azul floriu
Todo o taful abriu
E um dia o sol queimou
Sem se importar

Tu és igual à flor
Do arraial do amor
Que um beijo só talvez
Faça queimar

Benfica, assim, não quer
Chegar ao fim sem ver
Seu nome audaz marcar
Como um valor

Ninguém supõe, talvez
Como se impõe de vez
Benfica foi e é
Sempre a melhor

(Refrão)


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Cacilheiro
Letra: José Carlos Ary dos Santos, Música: Gil do Carmo

Lá vai no mar da palha o cacilheiro,
Comboio de Lisboa sobre a água:
Cacilhas e seixal, Montijo mais Barreiro.
Pouco Tejo, pouco Tejo e muita mágoa.


Na ponte passam carros e turistas
Iguais a todos que há no mundo inteiro,
Mas, embora mais caras, a ponte não tem vistas
Como as dos peitoris do cacilheiro.

Leva namorados, marujos,
Soldados e trabalhadores,
E parte dum cais
Que cheira a jornais,
Morangos e flores.
Regressa contente,
Levou muita gente
E nunca se cansa.
Parece um barquinho
Lançado no Tejo
Por uma criança.

Num carreirinho aberto pela espuma,
Lá vai o cacilheiro, Tejo à solta,
E as ruas de Lisboa, sem ter pressa nenhuma,
Tiraram um bilhete de ida e volta.

Alfama, Madragoa, bairro alto,
Tu cá-tu lá num barco de brincar.
Metade de Lisboa à espera do asfalto,
E já meia saudade a navegar.

Leva namorados, marujos,
Soldados e trabalhadores,
E parte dum cais
Que cheira a jornais,
Morangos e flores.
Regressa contente,
Levou muita gente
E nunca se cansa.
Parece um barquinho
Lançado no Tejo
Por uma criança.

Se um dia o cacilheiro for embora,
Fica mais triste o coração da água,
E o povo de Lisboa dirá, como quem chora,
Pouco Tejo, pouco Tejo e muita mágoa.


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Cavalo à Solta [ouvir]
Música de Fernando Tordo, letra de Ary dos Santos

Minha laranja amarga e doce
meu poema
feito de gomos de saudade
minha pena
pesada e leve
secreta e pura
minha passagem para o breve, breve
instante da loucura

Minha ousadia
meu galope
minha rédea
meu potro doido
minha chama
minha réstia
de luz intensa
de voz aberta
minha denúncia do que pensa
do que sente a gente certa

Em ti respiro
em ti eu provo
por ti consigo
esta força que de novo
em ti persigo
em ti percorro
cavalo à solta
pela margem do teu corpo

Minha alegria
minha amargura
minha coragem de correr contra a ternura.

Minha laranja amarga e doce minha espada
poema feito de dois gumes tudo ou nada
por ti renego, por ti aceito
este corcel que não sossego
à desfilada no meu peito

Por isso digo
canção castigo
amêndoa, travo, corpo, alma, amante, amigo
por isso canto
por isso digo
alpendre, casa, cama, arca do meu trigo

Minha alegria
minha amargura
minha coragem de correr contra a ternura
Minha ousadia
minha aventura
minha coragem de correr contra a ternura
(x2)


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Desfolhada [ouvir]
Música de Nuno Nazareth Fernandes, letra de Ary dos Santos

Corpo de linho
Lábios de mosto
Meu corpo lindo
Meu fogo posto
Eira de milho
Luar de Agosto
Quem faz um filho
Fá-lo por gosto

É milho rei
Milho vermelho
Cravo de carne
Bago de amor

Filho de um rei
Que sendo velho
Volta a nascer quando há calor

(Refrão:)
Minha palavra
Dita à luz do sol nascente
Meu madrigal de madrugada
Amor amor, amor crescente
Em cada espiga desfolhada

Minha raíz de pinho verde
Meu céu azul tocando a serra
Ó minha água e minha sede
Ao mar ao sul, da minha terra
É trigo loiro, é alem Tejo
O meu país neste momento

O sol o queima
O vento o beija
Seara louca em movimento

(Refrão)

Olhos de amêndoa
Cisterna escura
Onde se alpendra
A desventura
Moira escondida
Moira encantada
Lenda perdida
Lenda encontrada
Ó minha terra, minha aventura
Casca de noz desamparada

Ó minha terra
Minha lonjura
Por mim perdida, por mim achada

(Refrão)


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Ilha (Lua Extravagante) [ouvir]
Música e letra de Vitorino

Se vai ao mar
Navio da boa hora
Pode encalhar
Na ilusão da glória
Em prata e oiro
Direi então a história
De um marinheiro
Que à Pátria não voltou

De amores primeiros
Se abandonou ao vento
Nos mares do Sul
Seu coração ficou
Ilha gentia
Viva no pensamento
Da aventura
À voz de uma monção
Que assoprou leve
O caminho a Oriente
À nau feliz
Por nunca mais voltar

(Repete)


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Maio, Maduro Maio [ouvir]

Música e Letra: José Afonso

Maio maduro Maio, quem te pintou
Quem te quebrou o encanto, nunca te amou

Raiava o sol já no Sul, Ti ri tu ri tu ri tu ru Ti ri tu ru tu ru
E uma falua vinha lá de Istambul

Sempre depois da sesta chamando as flores
Era o dia da festa Maio de amores
Era o dia de cantar, Ti ri tu ri tu ri tu ru Ti ri tu ru tu ru
E uma falua andava ao longe a varar

Maio com meu amigo quem dera já
Sempre no mês do trigo se cantará
Qu’importa a fúria do mar, Ti ri tu ri tu ri tu ru Ti ri tu ru tu ru
Que a voz não te esmoreça vamos lutar

Numa rua comprida El-rei pastor
Vende o soro da vida que mata a dor
Anda ver, Maio nasceu, Ti ri tu ri tu ri tu ru Ti ri tu ru tu ru
Que a voz não te esmoreça a turba rompeu


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Na Lua [ouvir]
Música de Pancho Alvarez

(Instrumental)


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Playback [ouvir]
Música e letra de Carlos Paião

Podes não saber cantar
Nem sequer assobiar
Com certeza que não vais desafinar
Em playback
Em playback
Em playback

Só precisas de acertar
Não tem nada que enaganar
E assim mesmo sem cantar
Vais encantar
Em playback
Em playback
Em playback

Põe o microfone à frente
Muito difarçadamente
Vai sorrindo qu'é p'r'a gente
Lá presente
Não notar

Em playback tu és alguém
Mesmo afónico cantas bem
Em playback
A fazer playback
E viv'ó playback
Hás de sempre cantar

Em playback, respirar p'ra quê?
Quem não sabe também não vê
Em playback
A fazer playback
E viv'ó playback
Dá p'ra toda uma soirée

Podes não saber cantar
Nem sequer assobiar
Com certeza que não vais desafinar
Em playback
Em playback
Em playback

Só precisas de acertar
Não tem nada que enaganar
E assim mesmo sem cantar
Vais encantar
Em playback
Em playback
Em playback

Abre a boca
Fecha a boca
Não te enganes
Não te esganes
Vais ter uma apoteose
Põe-te em pose
P'ra agradar

Em playback
É que tu és bom
A cantar sem fugir do tom
Em playback
A fazer playback
E viv'ó playback
Hás de sempre cantar

Com playback
Até pedem bis
Mas decerto dirás feliz
Em playback
A fazer playback
E viv'ó playback
Agradeces e sorris

Podes não saber cantar
Nem sequer assobiar
Com certeza que não vais desafinar
Em playback
Em playback
Em playback

Só precisas de acertar
Não tem nada que enaganar
E assim mesmo sem cantar
Vais encantar
Em playback
Em playback
Em playback


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Vocês Sabem Lá [ouvir]
Música de Carlos Nóbrega e Sousa, letra de Jerónimo Bragança

Vocês sabem lá
A saudade de alguém que está perto
É mais, é pior
Do que a sede que dá no deserto
É chama que a vida ateia
Sem dó
Na alma da gente ao sentir
Que vive só

Vocês sabem lá
Que tormento é viver sem esperança
E ter coração
Coração que não dorme nem cansa
Não há
Maior dor nem viver mais cruel
Que sentir o amargo do fel
Em vez de mel
Vocês sabem lá

(Repete)


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